sexta-feira, 26 de abril de 2013

Por quê a Equoterapia?

Cavalos

Sempre amei cavalos. Desde minha lembrança mais remota, o sentimento de carinho e a sintonia com os cavalos sempre estiveram presentes. De alguma forma, eu sentia que eles, os cavalos, podiam me ver e me entender de uma maneira muito especial. Então, quando eu soube do diagnóstico no Nicholas, foi a primeira coisa que pensei "cavalos". E eu já sabia que o Nick gostava desses animais incríveis  porque sempre que possível, eu o levava para vê-los -- e ele sempre sorria e ficava eufórico!
Um dia, enquanto tentava conseguir o máximo de informações sobre o autismo, na internet,e também sobre os tratamentos que existem para ajudar pessoas autistas, encontrei a palavra "equoterapia". Nossa! Naquele momento eu soube exatamente o que fazer. Foi como se uma luz no final do túnel aparecesse, brilhante como o Sol.

Falei sobre isso com a minha mãe e ela começou a pesquisar sobre todos os lugares que oferecem esse tipo de tratamento e, também, a conversar com várias pessoas sobre equoterapia. Então, um dia, recebi uma mensagem de minha mãe com vários lugares e contatos de pessoas relacionados com esse tipo de tratamento. Comecei a ligar para essas pessoas, e a me informar sobre os preços das mensalidades, lugares que oferecem equoterapia de forma gratuita, etc.
Esses últimos, têm uma fila de espera...de dois anos ou mais! Meu interesse pelo tratamento gratuito se deve ao fato de que nossa situação financeira está complicada ao ponto de termos que escolher as contas que vamos pagar. Enfim, por causa do longo período de espera, desisti. Ademais, quanto antes uma pessoa com autismo receber tratamento, maiores serão suas chances de superar as dificuldades que essa condição lhe impõe.

Quando perdi minhas esperanças de conseguir a equoterapia gratuita para o Nick, minha vontade era a de me fechar no quarto e ficar chorando debaixo das cobertas.
Dezenas de coisas passavam pela minha cabeça, ao mesmo tempo, e eu sentia que ia ter um treco. No meio desse monte de pensamentos, haviam algumas idéias sobre o que eu poderia fazer: uma delas era entrar em um site chamado "vakinha.com", expor o caso do Nicholas e pedir dinheiro para as pessoas. Mas, eu estava tao deprimida que achei a ideia boba. 

Minha mãe, como sempre, pareceu ter lido a minha mente e disse "por que você não entra no site "vakinha.com"? " . Naquela mesma hora eu pensei "nossa, como minha mãe consegue fazer isso?! ".  Comentei sobre esse site com o meu marido e ele achou a ideia ótima -- e lembrou que um amigo dele havia falado do Vakinha para ele.

A Vaquinha

 Então, entrei no site, fiz o cadastro e montei a vaquinha para conseguir a equoterapia para o Nicholas e comecei a divulgar no Facebook: "Tratamento para o Nicholas -- Espectros do Autismo" . Inicialmente, eu estava pedindo o valor de R$3600,00 para pagar sessões de uma vez por semana durante um ano, em um lugar chamado "Projeto Liberdade". Mas por conta da distância, percebi que seria inviável. Mas logo descobri o Walking Equoterapia, que saia o mesmo preço, e eu poderia continuar a juntar dinheiro para pagar. Além disso, o Walking trabalha com um esquema de apadrinhamento:por exemplo, se a mensalidade é 4x , e houverem quatro pessoas comprometidas a pagar x por mês, o paciente pode fazer a equoterapia. 

Em relação a vaquinha, a  reação dos meus amigos, dos amigos da minha mãe (que se tornaram meus amigos também) e dos amigos do meu marido foi maravilhosa. Quem não pôde doar dinheiro, nos deu carinho, apoio emocional (e Deus sabe como estávamos precisando disso!), e nos ajudou a divulgar a "vakinha".

Mas enquanto a vaquinha corria solta no Facebook (rsrsrsr), uma grande amiga nossa passou um final de semana inteiro "pendurada" no telefone, tentando conseguir a equoterapia para o Nicholas. Na segunda-feira seguinte, aniversário do Nick, essa amiga nos liga dizendo que havia conseguido o tratamento de equitação terapêutica para meu filho, por intermédio de outro amigo. Eu, minha mãe, minha irma e meu marido ficamos felicíssimos! Afinal de contas, o Nicholas já poderia ter contato com os cavalos. Marcamos o dia e ficamos na expectativa.

Pouco tempo depois, três amigas resolveram apadrinhar a equoterapia do Nick no Walking! Agora, ele poderia fazer equoterapia, uma vez por semana -- o ideal para ele, são duas vezes, mas com o dinheiro que estamos arrecadando na vaquinha, em breve isso vai acontecer, e se não fosse pela ajuda das madrinhas e de todos os nossos queridos amigos nada disso seria possível. 


Equitaçao Terapêutica & Equoterapia


A equitação terapêutica consiste em montar em um cavalo, e sentir o seu andar, sua energia, e seu ritmo. É uma terapia que se baseia exclusivamente na relação cavalo x cavaleiro. Muita gente mistura equoterapia com equitação terapêutica, mas são duas abordagens diferentes de terapia que utilizam a mesma ferramenta básica: o cavalo. 
Mas a equoterapia envolve o paciente, o cavalo, fonoaudiólogo(a), fisioterapeuta e psicólogo(a). Além disso são realizadas várias atividades (especiais para cada caso de cada paciente) em cima do cavalo. 

Só o fato de andar a cavalo, traz experiências sensoriais, motoras e sociais e, ainda, encoraja a autonomia, melhora a auto-estima e a condição física de modo geral.

"Cada indivíduo, com deficiência e/ou com necessidades especiais, tem o seu “perfil”, o que o torna único. Isto evidencia a necessidade de formular programas individualizados, que levem em consideração as demandas daquele indivíduo, naquela determinada fase de seu processo evolutivo. A equoterapia é aplicada por intermédio de programas individualizados organizados de acordo com: ­•as necessidades e potencialidades do praticante; ­•a finalidade do programa; ­•os objetivos a serem alcançados, com duas ênfases: •a primeira, com intenções especificamente terapêuticas, utilizando técnicas que visem, principalmente, à reabilitação física e/ou mental; •a segunda, com fins educacionais e/ou sociais, com a aplicação de técnicas pedagógicas aliadas às terapêuticas, visando à integração ou reintegração sócio-familiar." Fonte ANDE-BRASIL 2009

Para maiores informações, clique aqui.





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